quinta-feira, 23 de julho de 2026

Poesia

Há vezes em que a poesia me salta os olhos 

Vejo flores e leveza e me inspiro no caos

Sinto-me aquecida e segura no asfalto 

Eu percebo a suavidade e os contornos das pedras.

Mas há vezes que os meus olhos abandonam a poesia

Ao olhar para o caos o vejo, intenso e inquieto

Sinto o ardente asfalto queimando a sola dos pés 

Se olho pra pedra e ela mesmo que lá está

Irregular, incomodando e atravancando meu caminho.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Tem nome

​Tem nome


Muito do meu sorriso tem nome
Mais nomes  e sobrenomes tem minhas lágrimas 


Delicadeza, euforia, e tristeza

Saudades, acolhimento e acalento 


Seu nome e o meu : no ligeiro mover dos lábios, 

No frescor do batismo do rosto, 

na radiância ou no deslizar molhado pela face pode chamar  


Você ou eu - quero que quando sorrir, anote o nome meu 

Se eu chorar registro nomes, não ainda perguntar, pode ser meu, seu.

Saberemos que nome terá quando a lágrima rolar !

O mar

Ao contemplar o mar                         
Debruço-me no encanto dos movimentos
Na força  do sonhar 



No balanço das águas suscitado pela oscilação do vento

Faz observar a agitação e o transcurso acelerado do tempo.