Há vezes em que a poesia me salta os olhos
Vejo flores e leveza e me inspiro no caos
Sinto-me aquecida e segura no asfalto
Eu percebo a suavidade e os contornos das pedras.
Mas há vezes que os meus olhos abandonam a poesia
Ao olhar para o caos o vejo, intenso e inquieto
Sinto o ardente asfalto queimando a sola dos pés
Se olho pra pedra e ela mesmo que lá está
Irregular, incomodando e atravancando meu caminho.

